segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

LANÇAMENTOS DA SEMANA: 15/02/2010



Em plena semana de Carnaval, quem decidiu curtir a folia em casa pode se divertir com "Aliens vs. Predator", principal novidade entre os jogos que chegam esta semana aos Estados Unidos. Remake do título de 1999, o game permite assumir o papel das três espécies: marine, alien e predador. Assim, literalmente, o jogador experimenta as sensações de ser a caça e o caçador.

Cada raça tem a sua própria campanha single-player, com um enredo que se entrelaça com as demais. No multiplayer, as diferentes habilidades de cada personagem dão origem à batalhas variadas e estratégicas.

Nos portáteis, a semana é boa: o Nintendo DS recebe "Ace Attorney Investigations: Miles Edgeworth", episódio alternativo da série de advogados da Capcom, e uma versão de "Ragnarök", que traz um novo enredo, sem as características de MMO do PC; já o PSP tem "SOCOM: U.S. Navy SEALs Fireteam Bravo 3", game de tiro no qual trabalho em equipe, chat via voz e disputas multiplayers dão o tom.

Confira a lista completa dos jogos que serão lançados nos EUA nos próximos dias:

PC

. Aliens vs. Predator
. Everquest II: Sentinels Fate
. Warbirds: DogFights

DS

. Ace Attorney Investigations: Miles Edgeworth
. Crime Scene
. KORG DS-10 Plus
. Ragnarok

PlayStation 3

. Aliens vs. Predator
. Dynasty Warriors: Strikeforce

PSP

. SOCOM: U.S. Navy SEALs Fireteam Bravo 3

Wii

. Chicken Riot
. Data East Arcade Classics
. Free Running

Xbox 360

. Aliens vs. Predator
. Deadly Premonition
. Dynasty Warriors: Strikeforce
. Tropico 3

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

ANALISE: MAG PS3


 Anunciado com muita pompa, "MAG" é a grande aposta da Sony e de sua subsidiária Zipper Interactive (mesma da série "SOCOM") em tomar parte do público do fenômeno "Call of Duty". O novo game de tiro em primeira pessoa inova por suportar um número absurdo de jogadores online por partida e por oferecer uma comunidade virtual permanente, como nos RPGs sem limites de usuários. Intenções bacanas, com certeza, mas que nem sempre garantem uma experiência memorável.

Campo de batalha permanente

Sem nenhum tipo de campanha ou treinamento offline, "MAG" requer conexão com internet para tudo. É preciso logar e escolher uma de três facções para abrigar seu personagem. O universo do jogo se passa em um futuro dominado por exércitos privados que disputam jogos de guerra obscuros e o desempenho no campo de batalha assegura contratos que dão pequenos bônus para integrantes.

As armas e configurações são bem parecidas entre os tais exércitos e cabe ao jogador escolher aquele que mais te agrada. No início todos parecem idênticos, mas em pontos mais avançados é possível notar a supremacia da facção S.V.E.R. diante da Valor e Raven, o que indica falta de balanceamento dos exércitos ou no sistema de pareamento de jogadores. Independente da razão, nunca houve demora para entrar no campo de batalha.

No lobby, é possível escolher o modo de partida, configurar equipamentos e ainda distribuir pontos entre diversas habilidades, estes adquiridos de acordo com a promoção de seu soldado. É mais ou menos o esquema de "Modern Warfare", em que cada morte e vitória contam pontos de experiência para subir de nível. A customização leva a utilizar melhor certos tipos de armas, diminuir danos de quedas, curar aliados e outras vantagens. É o que prende a atenção e alimenta a vontade de continuar jogando no fim das contas.

Modos de jogo

Além do treinamento básico, "MAG" oferece outros quatro modos de batalha. O inicial é o Supression, que funciona como um Team Deathmach dentro de seu próprio exército. É uma competição para dois times de até 32 soldados cada que serve como aperitivo para o que vem a seguir. De cara os jogadores casuais terão o choque de passar mais tempo mortos do vivos. O jogo é daqueles que não perdem tempo com longas trocas de tiros e seus combatentes caem após receber poucos disparos. Contra os mais experientes, de avatares mais desenvolvidos, chega a ser um massacre.

Ao ganhar mais níveis, outros modos são liberados. No Sabotage e Acquisition (este para 128 pessoas) é preciso cumprir objetivos de destruição e roubo de veículos em mapas maiores. Neles o jogo começa realmente a pedir cooperação entre os seus usuários, o que nem sempre ocorre da maneira esperada. Não é incomum ver grupos de jogadores ignorarem objetivos para caçar algozes ou simplesmente acampar em um ponto específico do mapa para ganhar uns pontinhos extras pelas mortes. Com isso, muitas batalhas perdem a razão de existir e se tornam enfadonhas.

No modo final, "Domination", 256 usuários entram em batalha pela supremacia e a confusão persiste. Não por culpa do número impressionante, já que não se trata de uma batalha massiva de soldados amontoados como na cena inicial de "O Resgate do Soldado Ryan". O jogo divide os soldados em pelotões e nomeia um veterano para ser líder, capaz de estipular os objetivos e acionar ataques especiais. O problema é que, mesmo com um bônus para aqueles que ficam próximo do comandante, muitas das disputas pareceram dispersas e com focos de combate desconexos e pequenos, que não passam a sensação de grande escala proposto pelo projeto.

A bagunça é causada certamente pelos jogadores, mas a culpa é do design, que não é intuitivo, não parece agrupar usuários com mesmo grau de habilidade e não consegue premiar efetivamente a boa performance, improviso e habilidades pessoais como deveria. Com certeza algumas partidas são muito divertidas quando seu time acaba trabalhando bem, mas muitas vezes tudo parece aleatório demais. A vontade de ser grande atrapalha.

A performance do jogo é satisfatória e os desenvolvedores estão agindo depressa no lançamento de atualizações para corrigir bugs que deixaram passar durante os testes beta. Há ainda alguns comportamentos estranhos, como a vez em que alguns usuários passaram voando por nosso caminho, mas são raras as bizarrices. Gráficos e sons são adequados, mas não especialmente bonitos ou marcantes, com um design bastante genérico e frio que atrapalha os iniciantes a identificar corretamente seus inimigos. A pouca quantidade de mapas - são 9 apenas - também não parece ideal.

" MAG é um jogo online de tiro em primeira pessoa que tem como grande diferencial o suporte a combates gigantescos para até 256 jogadores simultâneos. Na prática não espere ver combates com tanta gente assim amontoada, já que o título divide os participantes em pelotões que nem sempre sabem o que fazer devido um design pouco intuitivo e sem personalidade. A mecânica funciona bem e diverte os veteranos do gênero que conseguem se virar para trabalhar em equipe, mas os jogadores casuais sofrerão um bocado até entender tudo. As ambições foram grandes, mas a falta de conteúdo e refinamento tornam o game um produtor menor."

ANALISE: Bioshock 2 PS3 XBOX360



O primeiro BioShock foi lançado em 2007, inicialmente um lançamento exclusivo para o Xbox 360 e PC. Mas a produtora 2K Games ficou com peninha dos donos de um PlayStation 3 e logo anunciou o lançamento para o negão da Sony, e claro, com a intenção de ganhar umas verdinhas a mais. O fato é que BioShock se tornou um dos FPS favoritos da galera e agora chega a sua aguardada continuação, BioShock 2 para Xbox 360, PlayStation 3 e PC.

E o que podemos esperar dessa sequência? Novos fatores que tornam o game ainda mais atraente que o primeiro e um enredo e sistema de combate muito mais desenvolvido. Mas ele não chega a ser tão surpreendente quanto foi o original, mas certamente vai agradar aos fãs.

Se você não jogou o primeiro game ou anda com a memória fraca, aqui vai uma rápida recapitulação: um homem chamado Andrew Ryan tinha o sonho de criar uma cidade utópica e então projetou a cidade de Rapture no fundo do mar, que era inteiramente auto-suficiente, com produção de energia elétrica, alimentos e sistema de defesas. A cidade era composta por pessoas que Ryan considerava os melhores exemplos da humanidade, e assim por um tempo a cidade prosperou.

Porém uma descoberta científica de uma substância chamada ADAM acabou com o equilíbrio da sociedade. Os ADAMs podiam ser usados para melhorar o corpo humano, física e mentalmente, além de curar doenças e ferimentos. ADAM sofreu várias modificações genéticas e então eram capazes de dar aos humanos poderes especiais. Uma cientista então criou as Little Sisters como maneira de recuperar o ADAM dos mortos.
Mas como elas eram alvos fáceis e indefesos na mãos dos loucos por ADAM, foram criados também os Big Daddy, soldados geneticamente alterados para serem fortes e especializados na proteção das Little Sisters. Porém o uso excessivo do ADAM fez com que muitas pessoas ficassem loucas e a sociedade inteira desmoronou. Agora, passados 10 anos da Guerra Civil de Rapture, você está de volta. Vamos à história do game.
Bem-vindo de volta à Rapture

A trama do game se passa dez anos após os acontecimentos do original, agora em 1970. Você estará na pele de um Big Daddy – de codinome Delta - uma das principais ameaças do primeiro jogo, que vai encontrar a utópica cidade  subaquática de Rapture  em um caos, sob o controle de uma mulher chamada Sofia Lamb, que prega a coletividade como meio de vida e possui como braço direito o padre Simon Wales, que se juntou à Sofia para espalhar uma doutrinação religiosa. Além de Sofia, as outras ameaças são as Big Sisters, as tropas de elite de Sofia e versões mais agéis e perigosas dos Big Daddies, controladas pelas Little Sisters. Você irá despertar de uma longa soneca de 10 anos com a missão de explorar Rapture em busca de sua Little Sister que está desaparecida.

O game apresenta uma boa trama e enredo, com uma narrativa mais simples do que o original, sem tantas reviravoltas na história, mas ainda assim oferecendo uma narrativa que vai prender a atenção do jogador, especialmente com os confrontos com a nefasta Doutora Lamb. A cidade em si já é grande parte da trama, com os seus loucos habitantes e aparência ameaçadora, com novos ambientes para serem explorados, como as periferias de Rapture e o fundo mar. Temos vários novos personagens e alguns antigos que voltam, como a cientista Bridgette Tenenbaum. Aqui, diferente do antecessor, você não precisa descobrir detalhes e a história sobre a cidade e o que aconteceu, mas sim principlamente quem você é e o que precisa fazer. Mas pelo caminho você vai encontrar várias gravações com segredos macabros que explicam o que aconteceu nesses 10 anos em que esteve em hibernação. Seguindo a tendência de games como Mass Effect 2, o game apresenta a opção de escolhas morais, mas de maneira bem mais simples e não tão profunda como em outros games, com múltiplos finais dependendo das suas escolhas.


Jogar como um Big Daddy tem muitas vantagens, como a capacidade de usar todas as sua técnicas, além dos já clássicos Plasmids, para ataques telecinéticos ou elementais. Há novas armas e o "brinquedo" que vai chamar mais a atenção é a famosa broca usada pelos Big Daddies. Temos também pistola, metralhadora, espingarda da cano duplo, lançador de granadas, o clássico "incinerate" está de volta assim como a Research Camera, que agora grava videos e faz análises de seus inimigos, com a vantagem de você poder lutar enquanto grava (nada de ficar fugindo enquanto tira fotos, como no anterior).  Você também pode usar suas armas junto com o Plasmid, algo indisponível no primeiro jogo e a principal diferença no sistema de combate neste segundo jogo. Você também pode fazer upgrades nas armas e nos Plasmids, deixando-os mais fortes e com ataques especiais.


A mecânica do jogo é muito similar ao original, mesclando combates intensos com exploração dos cenários. A estrutura de progressão também se mantém a mesma, passando por uma série de fases em que serão atribuídas tarefas exclusivas para essa área, antes de voltar para a história principal. A novidade é que agora você pode fazer colheitas de corpos com a ajuda das Little Sisters em busca da substância ADAM e assim ficar mais forte. Mas se você não quiser fazer colheitas, pode optar por adotar uma das "irmãzinhas", fazendo o papel de protetor assim como os outros Big Daddies vistos em Rapture, detonando os Splicers – os lunáticos viciados em  ADAM – que tentam interromper o processo das Little Sisters, com opções defensivas e ofensivas.
E falando nos Splicers, eles passam a ser alvos bem mais fáceis, mas por outro lado, agora existe uma mutação desses nossos amigos, chamados de Brute Splicers, que são mais fortes e evoluídos. Há também novos modelos de Big Daddies, além das Big Sisters, oferecendo uma gama maior de inimigos do que o jogo original. BioShock 2 como um todo tem um foco maior sobre o pensamento tático, pedindo aos jogadores regularmente para procurar lugares oportunos para reunir ADAM, criar armadilhas para os inimigos que se aproximam e misturar os tônicos e Plasmids contra inimigos diferentes.
Em termos gráficos o jogo não decepciona, não chega a ser tão impressionante como o original, mas possui cenários muito bem elaborados com incríveis níveis de detalhamento e um estilo artístico e composição estética incrivelmente belos. A cidade submarina de Rapture está muito bem feita, passando a sensação de um lugar já conhecido, mas sob uma nova perspectiva, de uma cidade antes bela, agora destruída, obscura e abandonada. As periferias também estão bem construidas, com um visual de pobreza extremo, com atmosfera bastante intensa e imersiva, com ótimos efeitos de sombreamento e água. E ainda temos os mais variados e esquisitos habitantes, a maioria um grupo de psicóticos religiosos que você vai encontrar pelo caminho.

A trilha sonora é assina por Garry Schyman, o mesmo da fantástica trilha sonora original, e que volta ainda melhor, com temas mais sombrios e tom de desolação genialmente orquestradas, que combinam perfeitamente com os cenários. Os sons ambientes e efeitos sonoros também estão ótimos, com rangidos, gemidos e gritos ao fundo cidade que estabelece uma ideia que está acontecendo muito mais daquilo do que os olhos podem ver, intercalados por momentos de silêncio absoluto perturbadores. Sua existência como Big Daddy é marcada e transmitida efetivamente pelos sons de seus pesados passos e pelas balas que batem em sua armadura. A dublagem tem uma forte e excelente atuação, que passa vida e credibilidade aos personagens.


Para finalizar temos como novidade a bem-vinda opção multiplayer online, que é situada antes dos eventos do primeiro BioShock, durante a Guerra Civil de Rapture, com uma história a parte muito interessante. Enquanto você entra em batalhas contra outras pessoas, poderá se classificar em um rank e destravar vários tipos de armas, Plasmids e tônicos para customizar seu personagem durante as partidas. Você pode escolher entre seis tipos diferentes de pessoas – cidadãos de Rapture -  (mais dois tipos estão avaliados para download) entre  sete modos de jogos, que variam em batalhas em equipe ou sozinho. Além do modo single player, o modo online irá render várias horas de jogo e diversão.



Conclusão: BioShock 2 é um retorno triunfal ao mundo e mitologia da cidade submersa de Rapture. Quem já jogou o primeiro certamente terá uma experiência muito familiar em sua sequência, que não traz tantos elementos originais e revolucionários, mas em compensação ele melhora tudo o que já era bom no título anterior, com uma jogabilidade sólida e fluída, uma boa trama com interessantes escolhas morais, cenários com arquiteturas e visuais criativos, além de um modo multiplayer divertido de se jogar. Se você curte FPS e está procurando algo diferente dos genéricos existentes no mercado e que proporcione várias horas de jogo e diversão, BioShock 2 é o game perfeito para você.

ANALISE: Dante’s Inferno PS3 XBOX360



Dante’s Inferno é uma das grandes apostas da Eletronic Arts para 2010, produzido pela Visceral Games (a mesma de Mass Effect e Dead Space) e lançado para Xbox 360, PlayStation 3 e PSP. O game é um hack’n slash ao estilo de Bayonetta, Darksiders e God of War e foi inspirado na épica obra A Divina Comédia, de Dante Alighieri,  que é dividida em três partes – Inferno, Purgatório e Paraíso – e é na primeira parte que o jogo se concentra. Fazer um jogo baseado numa obra do século XIV tem as suas vantagens, como não precisar pagar pelos direitos de uso ou ainda aguentar reclamações do autor de estar estragando sua obra.
Na obra o autor descreve o inferno como nove círculos de sofrimento localizado dentro da Terra. São eles – Limbo, Luxúria, Gula, Ganância, Ira, Heresia, Violência, Fraude e Traição. Governado por Lúcifer, o inferno torna-se mais profundo a cada círculo, pois os pecados são mais graves. Se você não gosta de ler, mas gosta de animes é só assistir A Saga de Hades dos Cavaleiros do Zodíaco, que você ficará por dentro do assunto. Ou melhor ainda, assista à animação baseada no game, Dante’s Inferno: An Animated Epic, produzida pela mesma equipe que fez a animação de Mass Effect: A Queda.
Se você tem uma visão ao estilo de Beavis e Butt-Head do inferno, ou seja, diabinhas gostosas em toda parte, esqueletos dançantes e muito metaaaal como trilha sonora, pode esquecer. O inferno de Dante é feio, sujo e mau. Porém rola muita putaria por lá. E tudo isso foi transportado para o game livre de qualquer tipo de censura e de qualquer pudor, com cenas violentas, sangue, religião e conteúdo sexual, como cenas de peitos de fora e "pênis demoníacos" (como relatou o órgão de censura ESRB – aliás, o jogo é classificado para maiores de 18 anos). Tá como o diabo gosta! Não só ele, mas muita gente por aí também, certamente vai gerar polêmica e será um prato cheio para os pastores de plantão que adoram colocar a culpa nos videogames.
Algo interessante que aconteceu durante a E3 de 2009, a Eletronic Arts para promover o game, contratou umas 20 pessoas e organizou um falso protesto contra ela mesma e o jogo. Claro que na hora ninguém sabia que era uma campanha de marketing e várias pessoas acreditaram e veículos de comunicação publicaram textos e matérias sobre o "protesto". Algum tempo depois a Eletronic Arts revelaria a "pegadinha do malandro". Mas o seu falso protesto não agradou muito aos cristão católicos (verdadeiros) que criticaram essa estratégia de marketing da EA.
Mas de qualquer forma, com ou sem protestos o jogo foi lançado, e nele você assume o papel de um veterano das Cruzadas que deverá ir até as profundezas do inferno, lar do Coisa Ruim, em busca de sua amada e encarar todos os pecados cometidos durante sua vida. Gostou? Então continue com a gente.

Bem-vindo aos nove círculos infernais
Você é Dante, um veterano da Terceira Cruzada, que após encarar o seu destino com a própria Morte, busca libertar a alma da sua amada Beatrice, que foi capturada pelo Satã, que quer se casar com uma alma pura e assim se libertar do Inferno, para então tentar assumir o Trono de Deus. Mas a tarefa não será das mais fáceis, assim que começa a perseguição, Dante terá que enfrentar os piores monstros e criaturas maléficas e adentrar os nove círculos do inferno para salvar Beatrice. Além disso nosso herói terá que enfrentar os seus próprios pecados, os da sua família e os seus crimes de guerra. Veja abaixo uma lista dos personagens do game:
Personagens






Dante Alighieri – O protagonista do jogo, um cavaleiro templário da Terceira Cruzada. Diferente do Dante da Divina Comédia, que era fraco e tímido, esse é forte e hábil no manejo de armas e magia, além de ter um passado horrível. Possui duas armas, a Foice da Morte e uma Cruz pertencente a Beatrice.
Beatrice Portinari – A noiva falecida de Dante, que será usada pelo capetão como um caminho para ele escapar do inferno. Ela junto com o pai de Dante foram mortos antes de Dante voltar para Florença. Ela parece ter alguma ligações com Lúcifer e Virgil.
Publius Vergilius Maro (Virgil) – O espiríto de um poeta falecido que age como um guia para Dante (semelhante ao seu papel na obra), explicando cada um dos círculos do inferno e seus propósitos. Todo o seu diálogo vem do poema original.
Habitantes do Inferno
Charon – O barqueiro dos mortos. Embora ele seja fisicamente incapaz de atacar diretamente, devido à sua ausência de membros e o seu corpo em forma de barco, ele pode jogar para fora aqueles que ele proíbe de viajar a bordo dele.
Minus – O juiz temperamental e cínico dos mortos e guardião do Limbo. Minos aparece como uma meia-serpente, meio humano/demônio, com uma grande coroa na cabeça. Apesar de cego, seu olfato permite-lhe determinar o círculo em que uma alma condenada será colocada.
Cleópatra VII Philopator – A rainha do Egito antigo, agora transformada em um demônio gigante após a sua morte. Ela é a guardiã do segundo círculo do Inferno, onde os luxuriosos são punidos. Ela também é extremamente narcisista, mas os outros demônios conseguem ver como ela é verdadeiramente repugnante.
Marco Antônio – O político romano e apoiador de César, que cometeu suicídio com a amante Cleópatra. Corrompido pelos poderes do inferno, ele está armado com uma grande espada e um escudo romano e com um corpo todo desfigurado.
Cerberus – O cão demoníaco de três cabeças que guarda o terceiro círculo, o da gula. Cerberus aparece com inúmeros outros vermes saindo de cada uma das suas cabeças. Apesar de ter as pernas da frente, o demônio está completamente imóvel pois está preso no chão.
Plutus – Não é o cachorro do Mickey, e sim o deus caído da riqueza. Plutus aparece como uma estátua viva dourada com diversas pedras azuis em seu corpo. Ele é adorado pelos fantasmas condenados ao quarto círculo, a ganância.
Alighiero – O pecaminoso pai de  Dante, Alighiero é culpado dos pecados da gula e ganância. Não era um pai exatamente afetuoso, batia na mulher e no filho, entre outras coisas. Foi assassinado por um assaltante desconhecido e tem seu pingente de ouro empalado no olho direito. Lúcifer o transformou em um monstro e prometeu-lhe 1000 anos livre do tormento e uma horda de ouro, com a condição dele matar seu próprio filho.
Phlegyas – Um semideus antigo que caiu em desgraça depois de ser morto por Apollo. Foi transformado em uma besta demoníaca e condenado ao quinto círculo do Inferno, a raiva, como punição por incendiar o Templo de Delphi.
Francesco Portinari – Um templário e irmão de Beatrice. Francesco era amigo de Dante durante as Cruzadas. Beatrice confiou a Dante proteger o seu irmão, mas ele acabou morrendo durante as Cruzadas e foi punido no inferno por sua matança de muçulmanos e teve todo o seu corpo desfigurado. Agora um demônio, ele aguarda ansiosamente a oportunidade de matar Dante, que ele culpa pela sua morte.
The Malebranche – Um grupo de demônios liderados por Malacoda, que guardam o oitavo círculo do Inferno, a fraude. Eles mantêm as suas funções do poema original, como torturadores daqueles que têm enganado os outros.
Lúcifer – Satã, o capetão, o cramunhão, demo, tinhoso, coisa-ruim entre outros apelidos. O antagonista central do jogo, Lúcifer capturou a alma de Beatrice momentos depois da sua morte, como parte de um plano para escapar do inferno. Possui várias formas, mas o seu corpo real é gigantesco, preso em Cocytus, um lago congelado feito de suas próprias lágrimas.
Outros personagens
Bella Alighieri – A piedosa mãe de Dante, que era espancada e abusada por seu marido, até que finalmente se suicidou. Ela está presa no sétimo círculo do Inferno.
O Assassino – um assaltante desconhecido que assassinou o pai de Dante e Beatrice. Possui uma ligação com Dante.
The Bishop – um bispo que engana Dante e os outros cruzados a pensar que serão perdoados por todos os seus pecados por terem participado das Cruzadas. Tanto Dante e Francesco percebem as falsas promessas e os encontros com o sobrenatural do bispo.
Morte – A Morte em pessoa. Aparece momentos depois que Dante morre nas Cruzadas, com a intenção de puni-lo por seus crimes.


O jogo possui uma mecânica muito parecida com a de God of War, com visão em terceira pessoa e ação intensa com vários combos.  Dante pode usar dois tipos de armas para dilacerar os montros e demônios: a Foice da Morte, com ataques velozes e fortes e a Cruz de Beatrice, que em contraste da Foice, são mais suaves e cheios de luz.
A jogabilidade é bastante variada e fluída, com 60 fps constantes sem slowdowns e com batalhas todas bem amarradas, fluentes e dramáticas. Além das armas, você também pode atacar com vários tipos de magias, que podem ser usadas através de uma barra de magia e que são excelentes para exterminar as criaturas quando estamos cercados.
Algo bem legal que a Visceral Games colocou durante os combates é a opção de você poder escolher o destino dos demônios que você enfrenta, escolhendo uma morte violenta, ou absolvê-lo com a força da luz. Conforme suas escolhas você ganhará Holy ou Unholy Experience, que servem para desbloquear novos e poderosos ataques para as suas armas. Os pontos de Holy servem para a Cruz de Beatrice enquanto que os ponto de Unholy servem para a Foice da Morte. De certa forma é uma luta entre o bem e o mal existentes dentro de Dante. Além de monstros e criaturas demoníacas, você também vai encontrar pessoas pelo caminho que aguardam pelo seu julgamento, algumas delas figuras históricas.
Mas não é só de combates que o jogo é feito, há bastante exploração pelos cenários,  alguns puzzles básicos, armadilhas mortais, escalar paredes e várias plataformas para serem puladas. Existem vários itens espalhados por todo o jogo que podem aumentar os seus atributos e deixá-lo mais forte, como as Relics. Os inimigos são bem variados e distintos, cada círculo do inferno possui suas características únicas assim como hordas de criaturas infernais associadas a cada fase. Você irá encontrar monstros de todos os tipos e tamanhos, alguns bem bizarros e grotescos, como os bebês com lâminas afiadas no lugar das mãos, que soltam um grito arrepiante quando mortos. Destaque para os chefes de fase, que são bem estruturados e oferecem um bom desafio, ao contrário do restante dos monstros, que são em sua maioria fácil de se matar.
Como finalizações sangrentas estão na moda, Dante’s Inferno também não poderia deixar de ter o seu, bastanto pressionar um certo botão num determinado momento para assistir a uma cena espetacular e sangrenta de seu personagem destruindo o inimigo.
Visualmente o jogo não usa toda a capacidade gráfica disponível, sendo outros jogos já lançados mais bonitos e refinados, mas com certeza possui um aspecto único de um ambiente de terror que irá chocar os desavisados.
Os cenários são escuros e sombrios, recheados de torturas, dor, sofrimento e agonia. Em todos os círculos é possível ver corpos empilhados agonizando, pessoas presas nas paredes, empaladas em estacas no chão, corpos em chamas gritando de dor, almas penadas gritando ou gemendo frases relacionadas aos pecados que cometeram. O jogo também possui um forte apelo sexual, como no círculo da luxúria, em se pode ver almas penadas de mulheres com seios a mostra, corpos entrelaçados e até em posições sugestivas. Cenários com órgãos humanos e chuvas sangrentas, rio de sangue fervente e outros detalhes tenebrosos aguardam pela passagem de Dante.Para ajudar a desenvolver a história temos cutscenes em alta definição realmente muito belas e detalhadas. Temos também sequências cinemáticas durante o jogo, mas que não são tão bem produzidas, além de algumas cenas animadas, com um visual bem pobrezinho.
A música ambiente conta com temas orquestrados que combinam com os cenários angustiantes e bons efeitos sonoros como gritos, gemidos, lamúrias e sons das criaturas, magias e armas. A dublagem é boa, mas não há grandes destaques, cumprindo o seu papel, apesar dos diálogos não serem muito criativos e cheios de clichês. Algo que incomoda bastante é a câmera ser fixa, não podendo ser controlada pelo analógico como outros games, e que por vezes pode atrapalhar durante os combates, ou para pular em plataformas e escalar paredes.
Conclusão: Dante’s Inferno é um jogo de ação que "empresta" muita coisa de outra franquia bem conhecida de um certo semideus. Muitas ideias usadas parecem familiar ou já datadas, não sendo um game que prima pela originalidade. Possui um visual gráfico abaixo do padrão dos últimos games do gênero lançados, mas ainda assim ele retrata bem o inferno, que junto com as músicas e efeitos sonoros, transmitem bem a sensação de um ambiente de sofrimento e agonias infernais. O sistema de combate e jogabilidade é simples, eficiente e divertido e conta com chefes de fases variados e criativos. Quem tem um PlayStation 3 talvez queira esperar por God of War 3, mas se você gosta de violência, sangue, criaturas infernais e seios a mostra, pode se divertir com esse game.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

VERSUS DROPS #39

LANÇAMENTOS DA SEMANA: 08/02/2010



Sequência de um dos mais aclamados games de 2007, "BioShock 2", figura entre as principais novidades da semana, ao lado de "Dante's Inferno", investida da Electronic Arts no gênero de ação ao melhor estilo "Devil May Cry" e "God of War".

Em "BioShock 2", que continua a partir de onde o original parou, O jogador controla um Big Daddy que adquiriu pensamento e livre arbítrio. Assim, sua broca e outras armas estão disponíveis, com a possibilidade também de utilizar os plasmids para ganhar novos poderes especiais, como foi em "Bioshock".

Já "Dante's Inferno" se baseia em "A Divina Comédia" e retrata a luta de Dante nos sete círculos do inferno para salvar sua amada Beatrice. Classificado para maiores de 17 anos nos Estados Unidos, o título oferece um alto nível de violência, sem falar em inúmeras referência sexuais, sobretudo no círculo do inferno que trata da luxúria.

Confira a lista completa dos jogos que serão lançados nos EUA nos próximos dias:

PC

. Bioshock 2
. Windchaser

DS

. Percy Jackson & The Olympians: The Lightning Thief
. Scene it? Twilight
. World Cup of Pool

PlayStation 3

. Bioshock 2
. Dante's Inferno
. Star Ocean: Last Hope International

Wii

. Data East Arcade Classics
. Shiren the Wanderer
. Super Monkey Ball Step & Roll

Xbox 360

. Bioshock 2
. Dante's Inferno

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

ANALISE: NO MORE HEROES 2 WII



O primeiro "No More Heroes" chegou cercado pela curiosidade de ser um título de ação maluco e violento produzido, quase que ironicamente, para o Wii, videogame marcado pelo público casual e os jogos simples e ingênuos da Nintendo.

O que era para ser aposta única do excêntrico produtor Goichi Suda resultou em bom sucesso comercial, convencendo o game designer a criar uma continuação, novamente publicada no ocidente pela Ubisoft.

Heroísmo refinado

Como seria de se esperar de uma boa sequência, a fórmula continua a mesma, só que expandida e muito melhor polida. O protagonista continua sendo Travis Touchdown, um nerd egocêntrico que arranja uma espada laser e decide se tornar assassino.
O diferencial da trama agora fica no fato de que Travis passou três anos longe da cidade de Santa Destroy, onde aconteceu o primeiro jogo, e quando volta decide vingar a morte do melhor amigo, assassinado misteriosamente a mando do empresário mais poderoso da metrópole.

Para tanto, ele deve novamente galgar os degraus de um ranking de assassinos. No primeiro game eram 11 posições, agora são 51. Mas não se engane: a quantidade de lutas e duração da aventura é muito similar ao primeiro "No More Heroes", tendo em vista que surpresas das mais diversas e malucas promovem rápida ascensão pela lista.

Aliás, como de costume Goichi Suda despeja toneladas de referências a cultura pop. Filmes, músicas, HQs, games e muito mais são homenageados e satirizados na forma de personagens ou situações, tornando novamente um prazer adicional identificar as citações.

Santa Destroy Express
A trama doida e cheia de surpresas do primeiro "No More Heroes" ganha digno herdeiro em "Desperate Struggle", enquanto nos controles e estrutura de jogo o que vemos é uma evolução considerável da fórmula.

Agora não é mais possível navegar livremente por uma representação tridimensional de Santa Destroy, a movimentação agora ocorre por meio de menus, o que torna a ação muito mais ágil. Além disso, não é mais preciso pagar taxa para se inscrever nas lutas de ranking, que fazem o roteiro progredir. Caso deseje, é só escolher a opção e ir para a próxima luta.

Contudo, mesmo aqui os produtores deram um jeito de tornar interessante realizar trabalhos paralelos para juntar dinheiro e comprar novas roupas, armas e evoluir habilidades. Quase todas as profissões - com exceção de uma - são minigames com visual e comandos ao estilo 8-bits. De fato, muitos são variações de clássicos, como "Pipe Dream" e outros. Saudosistas encontram aqui material para se divertir por horas e ainda acumular dinheiro, que por sua vez ajuda na aventura principal.

Nas lutas os comandos estão mais ágeis e agora a mudança de arma promove também diferentes estilos de combate. Espadas mais leves permite golpes ligeiros, enquanto lâminas pesadas golpeiam forte, porém devagar. Uma vez que a variedade de inimigos continua grande, os novos armamentos garantem um leque de estratégias ainda maior que anteriormente.

O ápice da criatividade e competência de "No More Heroes 2" é, tal qual no predecessor, nos embates contra chefões. Precedidos e sucedidos por animações divertidas (e às vezes até chocantes pela violência exagerada e sem rodeios), os duelos brilham por motivos diversos. Oras é pelo empolgante desafio, oras por alguma bem vinda surpresa, que confere uma saudável variedade ao jogo.
Realizar tudo que a curta campanha principal tem a oferecer é tarefa que ocupa cerca de 10 a 15 horas. Como prêmio, é possível jogar novamente com dificuldade maior, mas todos os equipamentos e melhorias obtidas, além também da opção Deathmatch, que permite enfrentar novamente qualquer chefe.

Graficamente o jogo evolui o alto padrão do título anterior, como modelhos detalhados e bem animados. Texturas melhoraram consideravelmente e agora há mais elementos interativos nos cenários, mas as fases continuam um tanto quanto simplórias demais em certos momentos.

Por fim, o áudio conta com excelente dublagem - incluindo vozes conhecidas de outras séries, como Quinton Flynn e Paul Eiding (Raiden e o coronel Roy Campbell, ambos de "Metal Gear Solid") - e composições empolgantes de Masafumi Takada, compositor do primeiro game. Em tempo, o jogo conta com diversas trilhas remixadas do álbum "No More Heroes Sound Tracks: Dark Side" e algumas trilhas originais de Akira Yamaoka, ex-compositor e produtor da série "Silent Hill", e alguns de seus primeiros trabalhos como funcionário do estúdio Grasshopper.
"No More Heroes 2: Desperate Struggle" repete com sucesso a excelente fórmula estabelecida pelo anterior. Além de melhorar os combates e trazer um roteiro tão excêntrico e salpicado de cultura pop quanto antes, o jogo ainda refina os minigames paralelos - transformando-os em tributos nostálgicos - e elimina totalmente a chateação de vagar por uma cidade vazia. Um título maduro e refinado como pouco se vê no Wii.