quinta-feira, 5 de novembro de 2009
ANALISE: TEKKEN 6 XBOX 360 E PS3
Foi na E3 2006, um ano após o Dark Resurrection, que Tekken 6 foi anunciado. Na ocasião, o título causou bastante surpresa por conta de um "teaser" com a apresentação de Jin em um nível de detalhamento impressionante e o dizer "Uma nova realidade se inicia". Não demorou muito, para que fosse confirmado que o vídeo era apenas uma CG, nem mesmo os famosos "target render", ou seja, algo que ainda não era possível produzir no hardware naquele momento, mas que seria muito próximo do produto final. E de fato Tekken 6 sequer chega perto do tal vídeo – na verdade ele está bastante parelho a outro vídeo revelado na mesma época, onde Lili, Jin e Hwoarang lutavam em uma igreja. Felizmente o produto final não decepciona, mesmo aparentando um pouco defasado perante outros títulos de luta do mercado, até mesmo seu "primo", Soulcalibur IV.
Primeiro a sair para uma plataforma de mesa que não da família PlayStation, Tekken 6 é uma versão expandida do arcade Bloodline Rebellion, que traz equilíbrio na gameplay e personagens inéditos. Mais do que isso: provém modos de jogo inéditos nos fliperamas, típicos para quem deseja se aventurar no conforto do seu lar. Como de praxe, o elenco é formado por uma seleta trupe de lutadores, muitos deles velhos conhecidos enquanto outros dão as caras agora. Paul, Law, King, Jack, Nina, Yoshimitsu são alguns que vêm desde os primórdios da série, acompanhados por Armor King, Anna, Hwoarang, Baek, Wang, Julia, Asuka, entre outras figuras das edições seguintes. Quem realmente estreia em Tekken 6 é Leo, Zafira, Miguel e Bob, ao lado de Alisa Boskonovich e Lars de Bloodline Rebellion – no total são 40 personagens, um chefão e alguns segredinhos.
Um dos pontos positivos da série se mantém vivo em Tekken 6 que é a diversificação de personagens, e com isso a de estilos. Há personagens ligeiros, batedores, bons de contra-ataque, especialista com as pernas ou braços, enfim, é difícil o jogador não apreciar mais de um lutador. E dominar as distintas técnicas de ataque e defesa desses combatentes é muito recompensador para o jogador, que sempre poderá variar e refrescar seu repertório.
A gameplay de Tekken 6 praticamente não tem diferença para Tekken 5: Dark Resurrection. Quem espera por uma evolução ou novidade, pode tirar o cavalo da chuva. O título é praticamente o Tekken 5 com ajustes no quesito "timing", alcance de golpes, dano causado, etc. A única diferença visível nesse ponto está no modo Rage, onde o lutador, com a energia perto do fim, tem sua barra piscando, indicando que seus golpes causarão mais impacto. Fora isso, é a mesma base que já vem de longa data.
São quatro botões de ataque, um para cada membro do corpo (soco e chute, esquerdo e direito) e as variações com esses botões ou o aperto simultâneo de dois executa agarrões, golpes diferentes, indefensáveis, contra-ataques e muito mais. O sistema de combate do jogo é bastante rápido, mas oferece tempo para os jogadores preverem o ataque do oponente, podendo contra-atacar de acordo. As esquivas são úteis para levar o combate a outro plano e oferecer a chance para o ataque contra uma guarda aberta. Correr ou retrair (toques para frente e para trás) são movimentos que incrementam um pouco mais a gama de opções. Fãs de longa data da série não terão nenhuma dificuldade em realizar seu velho repertório de golpes. A única dificuldade pode ser na diferença do controle, caso você venha da família PlayStation e esteja com a versão Xbox 360 – mas é uma mera questão de costume.
Diferente do que muitos pensam, Tekken 6 não é um mero "smash button", ou seja, ganha quem aperta mais vezes os botões de ataque. Isso até pode acontecer entre dois novatos, visto que o sistema possui um manuseio tão fácil que é ridículo executar diversos dos golpes de cada lutador. Mas quem domina as técnicas e o timing para esquivar, contra-atacar, realizar o ukemi (se levantando rapidamente do chão) e até mesmo usa a parede a seu favor terá severas vantagens, e dificilmente será sobrepujado. Existe sim estratégia, e este novo título amplia ainda mais essa regra, oferecendo mais equilíbrio entre os lutadores.
Visualmente, Tekken 6 não brilha como um diamante, mas já está do nível de uma esmeralda. Durante as primeiras mostras do jogo, tivemos a errônea impressão de que esta versão era apenas um pouco melhor que T5DR, mas não demorou muito para percebermos o erro crasso. Este novo título está muito mais detalhado e definido em ambas as plataformas (PS3, Xbox 360) e representa uma evolução de verdade para Dark Resurrection, afinal este era apenas um arcade redimensionado para 1080p. Os modelos estão mais naturais, há mais efeitos na tela – como um de "blur" (borrar) que torna a animação dos personagens mais atraente e crível – e a iluminação praticamente não se compara. Os movimentos dos lutadores foram bem trabalhados e estão mais suaves, coerentes, e se encaixam com muita perfeição. Nossa única reclamação, bem antiga por sinal, fica por conta dos erros de colisão presentes nos personagens maiores. Bob e Panda, por exemplo, não oferecem resistência em suas transponíveis barrigas e quando são agarrados eles tendem a atravessar e a serem visivelmente atravessados por braços, cabeças e pernas. Quando eles estão no chão é a mesma coisa – Azazel então, nem se fala.
Pela primeira vez na série, os cenários apresentam expansões, e quando a luta atinge um ponto específico na arena, esta se quebra e outra área surge. Aliás, demorou bastante para a Namco resolver adotar essa característica tão comum em jogos de luta até da outra geração (DOA2 que o diga). Há pelo menos 16 cenários no jogo, divididos entre abertos e fechados. Os limitados possuem paredes, grades e qualquer objeto que pode ser usados para os jogadores aplicarem mais combos, jogando seu oponente contra os mesmos. Desde as reclamações que surgiram na época do Tekken 4, a Namco trabalhou para melhorar esse aspecto e torná-lo menos apelativo.
Em Tekken 6 há arenas diversas, cada uma com características bem distintas. Na fase de Ásia, temos uma luta em um campo enlameado repleto de porcos (que voam com os ataques dos lutadores), enquanto se pode apreciar uma bela paisagem dentro de uma abóboda em outra arena. Neve que se abre conforme os lutadores passam é um aspecto de outro cenário. Enfim, as fases, assim como boa parte do jogo, estão bastante de acordo com o visto na série, algumas realistas críveis, outras totalmente non-sense e nem sempre "verossímeis".
Tekken 6 oferece uma gama de modos de jogo. Além do tradicional arcade, que simula o que os jogadores encontram nas máquinas, os usuários podem conferir o Scenario, exclusivo da versão doméstica. É uma modalidade com andamento e história bastante semelhante ao Tekken Force visto em edições anteriores, mas com suas particularidades. A história é passável e bem simplória, assim como os modelos, que apresentam um "downgrade" com relação aos encontrados no resto do jogo. O funcionamento é típico do gênero "anda e bate", exceto que o andamento pode ser vertical, horizontal, diagonal, dependendo de como estiver pré-definido, pois a câmera é imutável. Isso acaba gerando um problema em certos momentos: como só podemos andar em algumas direções (e não em 360º) quando não há inimigos, nem sempre é possível traçar uma linha reta para onde se quer ir, e será preciso ziguezaguear pelo caminho. Aqui, os jogadores enfrentarão uma série de inimigos iguais e enfadonhos até chegar a um boss (lutadores do próprio Tekken 6), sempre ajudados pela robozinha Alisa, e as batalhas são com movimentação livre pelo cenário. A quantidade de golpes também é extremamente limitada, independente do lutador escolhido – há soco e chute, um agarrão e poucos combos.
Para incentivar os jogadores, o Scenario traz muitas vantagens, principalmente para quem deseja customizar seus lutadores favoritos. Roupas diversas e centenas de acessórios como calçados, meias, óculos, asas, capas, espadas, etc., podem ser adquiridos de forma mais rápida aqui. Esses acessórios não só modificam a aparência dos personagens nesse modo história, mas também lhes conferem mais defesa, ataque, mais chance de adquirir itens, golpes com elementos (fogo, gelo) e muito mais – no resto do jogo a mudança é apenas visual. As duas versões pré-existentes dos lutadores podem ser alteradas ao bel prazer do jogador, sendo que a terceira (disponível apenas para alguns personagens) não pode ser alterada.
Outra vantagem do Scenario está na fase chamada Arena onde se pode usar qualquer lutador habilitado neste modo e enfrentar três oponentes até concluir com a luta contra Azazel e o eventual encerramento daquele personagem. É um atalho e tanto com relação ao arcade.
Ainda sobre opções para um jogador, o game oferece os tradicionais e auto-explicativos Time Attack, Survival e, ausente de Dark Resurrection, Practice, onde se pode até mesmo aprender sequências devastadoras, daquelas que os jogadores fazem vídeos e colocam na Internet. Ghost Battle, uma curiosa adição, permite que os jogadores enfrentem vários personagens controlados pela CPU de ranking e dificuldade distintos. No final de combate, o jogador recebe sua recompensa em dinheiro e a chance de escolher entre três oponentes diferentes para a próxima luta. Assim como em Tekken 5, seu personagem avança dentro do sistema kyu-dan, começando como estudante e ganhando status de mestre, respectivamente.
Há também Team Battle, onde dois jogadores selecionam oito lutadores – uma forma extra e interessante de competição. Mas não seria um autêntico game de pancadaria se não tivesse modos multiplayer, e isso Tekken 6 tem de sobra.
Além do versus padrão um contra um, o título da Namco vem armado com um componente online, onde se pode participar de lutas com ou sem ranking, com direito a leaderboard. Os lags em ambos os títulos são bastante sutis, e não atrapalham o bom andamento do jogo.
Mesmo com tantas qualidades, Tekken 6 também tem suas imperfeições. Além do já criticado modo Scenario, o título tem visíveis problemas com carregamento de modelos e cenário, tanto online quanto offline. Nem mesmo a versão PS3 se beneficia com a instalação 4GB opcional. Esses carregamentos não chegam a atrapalhar o jogo, mas é um visível os segundos de demora.
Tekken 6, como de costume na série, pouco evolui com relação ao game anterior, mas traz sensíveis melhorias na parte visual, principalmente com a implementação de efeitos visuais que o tornam mais moderno e a par com os padrões de hoje. Com 40 lutadores distintos para se escolher, o título não fica devendo nada a seus antecessores e rivais, e ainda traz uma série de modos de jogo, sistema de customização de personagens, e a gameplay consagrada. E o componente online só garante um desafio inacabável para todos que curtem os embates típicos de um autêntico Tekken.
Fonte: Finalboss
ANALISE: FORZA MOTOSPORT 3 XBOX 360
A briga pelo melhor simulador automobilístico é ferrenha no mundo dos games. Enquanto um tenta oferecer gráficos de ponta e customização, outro aposta no número de conteúdo e interação entre usuários. No fim das contas a realidade é só uma: o vencedor é aquele que consegue divertir o jogador, não o que tem mais o fator X ou Y. Isso porque é um pouco difícil adicionar inovação a algo tão clássico como as corridas de automóveis em circuitos fechados. Neste caso, a melhor maneira de agradar o jogador é oferecer um título com várias opções diferentes e uma jogabilidade agradável e viciante.
Pois os donos do Xbox 360 podem comemorar neste sentido. Forza Motorsport 3 é um título que conta com muito de tudo. São vários veículos disponíveis, além de um número considerável de circuitos, tudo isso embalado em um game que chama atenção pelo seu acabamento, boa jogabilidade e belo visual. Além disso, o game traz a atualização de alguns recursos presentes em sua última versão, tornando ainda melhor aquilo que já era considerado bom pela grande maioria dos jogadores.
Para quem não conhece a série, "Forza Motorsport" é um título de corrida cuja premissa é permitir que o jogador participe de eventos automobilísticos, fazendo uso de diversos carros. Eles são divididos por classes distintas, onde cada uma engloba características como velocidade, peso, dentre outros fatores que influenciam diretamente em sua atuação durante as corridas. Ao participar dos eventos promovidos pelo game, o jogador tem acesso a um número cada vez maior de veículos, além de contar com a possibilidade de modificar sua estrutura original, fazendo diversos ''tunings'' e melhoramentos e ganhando assim mais potência e eficiência na pista.
A jogabilidade do game continua muito boa. Logo no início surge a pergunta: que tipo de jogador você é? Caso a resposta seja ''sou apenas um jogador casual'', então o game se adaptará automaticamente para esta premissa, equilibrando melhor a dificuldade, além de seus sistemas de assistência no controle. Se você optar por responder que é um jogador mais dedicado, então o título automaticamente se tornará mais complexo e difícil, exigindo um nível de habilidade maior nos controles. O fato é que sempre será possível alterar ainda mais as opções relacionadas à jogabilidade e também à dificuldade do game, permitindo, assim, que o jogador extraia exatamente aquilo que espera do jogo, fazendo-o atender melhor às suas expectativas.
Agora, se você é daqueles que coloca a simulação acima de qualquer coisa, prepare-se para um dos games de corrida mais desafiadores já criados nos consoles. O título realmente conta com um nível de simulação bem interessante, levando em conta até mesmo os mínimos detalhes presentes em seu veículo, como peso, altura e torque, dentre inúmeras outros fatores. De fato, o número de customização presente em Forza Motorsport 3 é bastante elevado, possuindo inclusive algumas opções que não podem ser consideradas intuitivas, já que só fazem real sentido para os mais entendidos em automobilismo.
O game também conta com um sistema de telemetria em tempo real que mostra na tela dados como aceleração, desempenho de cada roda durante a corrida, e gráficos com dados importantes para os mais aficionados por carros. Isso dá margem a minuciosas pesquisas sobre como o seu carro reage a cada tipo de alteração feira em sua estrutura. Este sistema está disponível tanto durante os replays quanto durante as próprias corridas, funcionando como uma espécie de ''log'' do seu desempenho na pista. Um prato cheio para quem realmente curte o esporte e gostaria de uma experiência um pouco mais completa neste sentido.
Isso quer dizer que os leigos não terão a menos chance de melhorar seus carros? Felizmente a resposta é não. Apesar das informações não serem exatamente intuitivas, a interface do game é, e isso acaba facilitando as coisas. O que acontece é que para cada modificação feita, um feedback em tempo real visualizado, mostrando ao jogador que tipo de influência aquela alteração fará no desempenho do seu veículo. Além disso, o título conta ainda com um eficiente sistema de benchmark, onde é possível ver dados como velocidade e aceleração em uma simples tabela, sem a necessidade de entrarmos em uma corrida só para que estes dados possam ser visualizados.
Existe ainda um último recurso no auxílio de uma modificação mais eficiente da estrutura de seus carros. O jogador conta com a opção de Quick Update, que automaticamente leva em conta o seu estilo de jogo e o atual hardware do seu carro. Ele avalia todas estas condições e sugere o melhor upgrade possível, tornando tudo mais rápido e fácil. Você sequer precisa saber o que significa torque, cavalos de força, diferencial, balanceamento e outros termos que podem não fazer muito sentido para quem só quer se divertir com um bom jogo de corrida. Você simplesmente clica na opção, observa quão melhor estará o seu carro e paga o preço por este serviço. Simples, rápido e eficaz.
Para facilitar ainda mais as coisas, tanto para os mais experientes quanto para os novatos, é possível guardar configurações específicas dentro do HD do console. Isso permite que o jogador possa fazer alterações específicas em seus carros para cada uma das pistas disponíveis no game, mudando tudo com o alcance de um botão. Este é um recurso considerado hoje obrigatório, já que os jogos estão cada vez mais realistas e fazem uso de mínimos detalhes, como é o caso de Forza 3.
Outra novidade que tem objetivo de deixar as coisas menos difíceis para os novatos é o novo sistema de rewind do game. Assim como visto em "Grid" e "Dirt 2", "Forza 3" permite que os jogadores revejam seus movimentos que não deram certo simplesmente voltando no tempo. Não conseguiu pegar a tangente daquela curva ou viu que tentar fechar seu adversário não foi uma boa idéia? Volte no tempo e tente novamente. O problema é que, diferente dos jogos da EA, este recurso está disponível infinitamente. Você pode voltar o quanto quiser e na hora que quiser durante as corridas.
Neste caso fica a pergunta: para onde vai o desafio do game? Talvez o mais agravante esteja no fato de que o game não impõe um limite para o uso do tal recurso. Mas veja bem, estamos falando de algo totalmente opcional. Quem decide se ele será ou não utilizado é o próprio jogador, não é uma imposição. Desta forma, aquele que fizer uso do rewind mesmo no nível de dificuldade mais alto, só o fará quando realmente sentir esta necessidade, seja lá qual for o motivo. Afinal, o objetivo final dos games é divertir, não importa como você consiga isso, e neste caso o recurso acaba servindo para aproximar aqueles que gostariam de uma experiência um pouco mais maleável, e não impossível.
O andamento do título é totalmente baseado na opção Season Play. Por meio dela o jogador tem acesso a um calendário, onde é possível agendar sua participação nos próximos eventos disponíveis neste modo. A interface é bastante organizada, de maneira que você tenha uma noção clara do progresso do jogo em relação aos eventos daquele ano. Assim como os carros, os eventos também são divididos por classes. Esta é a premissa mais básica para que o jogador tenha um objetivo sólido no game: conseguir novos carros, cada um mais potente que o outro. É claro que, potência e eficiência são fatores que custam caro no mundo real, e aqui a coisa não é diferente.
São muitos eventos disponíveis, e no final de cada mês da agenda, o jogador é convidado a participar de uma competição contra os melhores corredores de uma determinada classe. Estas corridas representam a verdadeira fonte de renda do jogador e é muito importante que sua participação nelas seja sempre a melhor possível. Existe ainda outro sistema que influencia diretamente a sua evolução dentro do jogo. Trata-se do sistema de níveis do piloto e dos carros. Conforme você participa e ganha as provas, seu nível vai aumentando de acordo com a experiência adquirida. Isso permite que você ganhe o respeito de algumas marcas, contando como presente novos carros e o direito de ingressar em outros tipos de prova.
O ranking dos carros funciona de uma forma um pouco diferente. Quanto mais você corre com um carro, maior é a visibilidade da marca dele. Isso significa que quando você evolui o nível daquele carro, na verdade está ''ganhando pontos'' com aquela determinada montadora. Este plano de fidelidade tem as suas vantagens. Quanto maior o nível alcançado, melhores são as promoções na hora de adquirir um novo bólido, além de aumentar a chance de receber prêmios neste sentido. Isso torna as coisas um pouco melhores para quem prefere determinada marca e como o jogo possui um número bem extenso de montadoras e veículos, o número de opções disponíveis é bem interessante.
Vamos falar agora de uma das grandes vedetes da série: o suporte online. Como já era de se esperar, a Turn 10 não dormiu no ponto e lançou um game bastante completo neste quesito. É possível fazer praticamente tudo aquilo que se espera de um game de corrida junto com seus amigos, por meio da Xbox Live. Partidas simples, mini-campeonatos, troca de arquivos, enfim, o suficiente para que a comunidade que gira em torno do game possa viver com saúde de sobra até a chegada da próxima versão da série.
Além do excelente suporte em relação às partidas, todas sem lag e com inúmeras opções de customização, Forza Motorsport 3 inaugura o canal Storefront, uma espécie de portal de compartilhamento para quem curte o jogo. Ali é possível comprar e vender praticamente tudo que é encontrado no game. Está procurando uma boa regulagem para o carro que acabou de conseguir? É só buscar. E que tal vender aquele esquema de stencils e adesivos que tanto te deu trabalho para criar? Também é possível. Todas as transações são efetuadas usando a própria moeda do game, os Credits, dando assim um novo sentido para o dinheiro que você adquire durante as partidas. Uma maneira inteligente de manter o interesse na comunidade online e de incentivar aos jogadores a criação de novo conteúdo para o game, aumentando drasticamente sua longevidade online.
Forza Motorsport 3 obteve uma melhora gráfica bastante perceptível desde a sua segunda versão. A primeira coisa que chama a atenção são os 60fps constantes durante as corridas. Esta era uma das maiores reclamações em relação aos títulos anteriores e a resolução deste problema tornou a jogabilidade bastante fluída. Isso permitiu inclusive que o game pudesse ter uma sensação de velocidade um pouco mais real. Dependendo do carro, é possível sentir as nuances de aceleração na pista, além de ter uma maior noção do quão rápido estamos antes de entrar em uma curva, ou de prever algum tipo de batida em meio à ultrapassagens e cortes durante uma corrida.
Os cenários são belos e contam com uma iluminação bem realista. Efeitos de luz e sombra foram muito bem implementados, ainda mais se levarmos em conta que tudo isso foi feito sem que a taxa de quadros fosse comprometida. Apesar disso, vale lembrar que durante as corridas o número de efeitos é menor do que nos replays. Não é a toa que ao rever suas ações, surja a impressão de que tudo está um pouco mais belo. Como conseqüência, a taxa de quadros cai bastante durante os replays. Como se trata de um momento não interativo, o sacrifício em FPS por um visual melhor até que vale a pena.
Os menus chamam a atenção pela sua simplicidade e funcionalidade. Tudo é bem "clean" e sem maiores rodeios. O jogador sabe de cara o que cada opção faz e isso torna a navegação mais prazerosa. Como citamos anteriormente, o sistema de tuning acaba sendo beneficiado por isso, tornando aquilo que seria uma tarefa chata e altamente técnica em algo de fácil entendimento, graças a textos explicativos e gráficos que mostram em tempo real a conseqüência de suas mudanças.
E para aqueles que gostam de correr ouvindo uma boa música, saibam que Forza 3 os reserva uma ótima trilha sonora. São músicas de vários gêneros, indo do House ao Rock, mas sempre combinando perfeitamente com a proposta do game. É claro, ainda existe a possibilidade de montarmos nossa própria trilha sonora, usando as músicas que estão gravadas no HD do console, mas já de antemão adiantamos que as composições presentes no game são bem interessantes e cumprem seu papel.
Os efeitos sonoros não ficam para trás. Assim como nos games anteriores, a Turn 10 teve todo um cuidado especial com esta parte. Isso significa que cada carro presente no game teve seu ''ronco'' gravado de um original, fato que garante um realismo bem bacana ao game. As variações sonoras que acontecem naturalmente com o ambiente também seguem esta linha de realismo. O som dentro de um túnel é projetado de uma maneira, enquanto o ronco dos carros adversários são ouvidos de uma forma diferente de acordo com a distância e velocidade. Pequenos detalhes que fazem a diferença e mostram o esmero dos produtores.
Os donos do Xbox 360 podem comemorar. Forza Motorsport 3 cumpre todas as exigências para um excelente jogo de corrida. A jogabilidade é balanceada e o nível de dificuldade totalmente configurável. O número de carros e pistas surpreende e certamente dará trabalho aos perfeccionistas que gostam de destravar tudo dentro de um game. Some a isso tudo um ótimo suporte online, gráficos de primeira e som em alta definição e terá em mãos um dos melhores simuladores automobilísticos lançados até agora no mercado de consoles.
Fonte: Finalboos
terça-feira, 3 de novembro de 2009
LANÇAMENTOS DA SEMANA: 02/11/2009
PC
. Dragon Age Origins
. Painkiller Resurrection
. Star Wars The Force Unleashed: Ultimate Sith Edition
DS
. A Christmas Carol
. Agatha Christie: ABC Murders
. Band Hero
. COP: The Recruit
. Dora the Explorer: Dora Puppy Playtime
. Imagine: Babyz Fashion
. My Baby First Steps
. Need for Speed: Nitro
. Ni Hao, Kai-Lan: New Year's Celebration
. Rabbids Go Home
. LEGO Rock Band
. Star Wars Battlefront: Elite Squadron
. Style Savvy
. Wire Way
PlayStation 2
. Band Hero
. Jak and Daxter: The Lost Frontier
PlayStation 3
. Band Hero
. Dragon Age: Origins
. LEGO Rock Band
. Pro Evolution Soccer 2010
PSP
. Jak and Daxter: The Lost Frontier
. Star Wars Battlefront: Elite Squad
Wii
. Academy of Champions: Soccer
. Band Hero
. Buck Fever
. Dora the Explorer: Dora Saves the Crystal Kingdom
. Dance Dance Revolution: Disney Grooves
. Food Network: Cook or Be Cooked
. Hooked Again
. LEGO Rock Band
. My Baby First Steps
. Need for Speed: Nitro
. Rabbids Go Home
. Ultimate Party Challenge
. Yoga for Wii
. We Cheer 2
. We Wish You A Merry Christmas
Xbox 360
. Band Hero
. Dragon Age: Origins
. Dreamkiller
. LEGO Rock Band
. Pro Evolution Soccer 2010
Este e mais jogos você pode encontrar na loja Alex Games, na Feira dos Importados de Taguatinga Box 353. Tel.: 3032-4059 ligue já e reserve o seu!
domingo, 1 de novembro de 2009
VIDEO-ANÁLISE: BRUTAL LEGENDS
Fonte: Uol Jogos
Este e mais jogos você pode encontrar na loja Alex Games, na Feira dos Importados de Taguatinga Box 353. Tel.: 3032-4059 ligue já e reserve o seu!
ANALISE: SOUL CALIBUR: BROKEN DESTINY PSP
Ainda que poucos, os títulos de luta do PSP apresentam um alto grau de qualidade. Séries consagradas já debutaram no portátil, como "Street Fighter", "Tekken" e "Mortal Kombat" e chega agora a vez de "Soul Calibur" com este "Broken Destiny", que marca também a primeira versão da franquia para um videogame de bolso.
Baseado no recente "SoulCalibur IV", de PlayStation 3 e Xbox 360, o game impressiona por conseguir reproduzir bem a detalhada mecânica e apresentar um visual impressionante e fluido. Contudo, apesar do sistema de luta presrevado, a precariedade dos modos de jogo é tanta que desaponta.
Bonito, mas limitado
Aqui não existe um modo história tradicional, como nas outras versões. Em troca temos o Gauntlet, no qual deve-se encarar uma série de pequenos desafios de alguns segundos. Os personagens até contam com enredos, mas são todas histórias cômicas que não fazem parte da cronologia oficial. Fãs puristas podem se irritar, mas não deixa de ser uma abordagem interessante que permite ver os sérios heróis e vilões de "Soul Calibur" em situações inusitadas.
Fora ele há opções de partidas rápidas contra o computador ou então disputas contra amigos. Infelizmente, o versus pode ser disputado apenas em rede local - nada de partidas online - tirando muito do apelo e versatilidade da modalidade.
O grande atrativo e diferencial mesmo de "Broken Destiny" fica para a presença de Kratos, o herói espartano mal encarado da série "God of War", como um lutador jogável. O careca é versátil e exibe um amplo leque de golpes, muitos baseados em movimentos do personagem nas aventuras anteriores, aparecendo assim poderes como as asas de Ícaro e Poseidon's Rage.
Por fim, há também uma versão do editor de personagens, mais uma vez detalhado e cheio de possibilidades - ainda que alguns guerreiros não possam ser tão modificados, provavelmente por conta de questões de licença e direitos autorais, como é o caso do próprio Kratos.
Os controles, em contrapartida, ostentam toda a complexidade vista nos consoles maiores. De fato, valem até as mesmas combinações de "SoulCalibur IV" aqui. A parte visual acompanha de forma extremamente eficiente, com taxa de quadros suave e constante e um visual detalhadíssimo, como pouco se vê no PSP. Os efeitos de luz não se destacam, mas a modelagem dos personagens impressiona em conjunto com um decente trabalho nas texturas. A parte sonora joga seguro e não se compromete, reutilizando boa parte do material de "SC IV", tanto em vozes quanto em músicas.
"Soulcalibur: Broken Destiny" impressiona demais por conseguir reproduzir de forma fiel o visual deslumbrante e o complexo sistema de batalha estabelecidos em "SoulCalibur IV". Contudo, a ausência de um modo de história mais robusto e falta de partidas online limitam imensamente o potencial do game, tornando-o diversão plena para poucos.
Baseado no recente "SoulCalibur IV", de PlayStation 3 e Xbox 360, o game impressiona por conseguir reproduzir bem a detalhada mecânica e apresentar um visual impressionante e fluido. Contudo, apesar do sistema de luta presrevado, a precariedade dos modos de jogo é tanta que desaponta.
Bonito, mas limitado
Aqui não existe um modo história tradicional, como nas outras versões. Em troca temos o Gauntlet, no qual deve-se encarar uma série de pequenos desafios de alguns segundos. Os personagens até contam com enredos, mas são todas histórias cômicas que não fazem parte da cronologia oficial. Fãs puristas podem se irritar, mas não deixa de ser uma abordagem interessante que permite ver os sérios heróis e vilões de "Soul Calibur" em situações inusitadas.
Fora ele há opções de partidas rápidas contra o computador ou então disputas contra amigos. Infelizmente, o versus pode ser disputado apenas em rede local - nada de partidas online - tirando muito do apelo e versatilidade da modalidade.
O grande atrativo e diferencial mesmo de "Broken Destiny" fica para a presença de Kratos, o herói espartano mal encarado da série "God of War", como um lutador jogável. O careca é versátil e exibe um amplo leque de golpes, muitos baseados em movimentos do personagem nas aventuras anteriores, aparecendo assim poderes como as asas de Ícaro e Poseidon's Rage.
Por fim, há também uma versão do editor de personagens, mais uma vez detalhado e cheio de possibilidades - ainda que alguns guerreiros não possam ser tão modificados, provavelmente por conta de questões de licença e direitos autorais, como é o caso do próprio Kratos.
Os controles, em contrapartida, ostentam toda a complexidade vista nos consoles maiores. De fato, valem até as mesmas combinações de "SoulCalibur IV" aqui. A parte visual acompanha de forma extremamente eficiente, com taxa de quadros suave e constante e um visual detalhadíssimo, como pouco se vê no PSP. Os efeitos de luz não se destacam, mas a modelagem dos personagens impressiona em conjunto com um decente trabalho nas texturas. A parte sonora joga seguro e não se compromete, reutilizando boa parte do material de "SC IV", tanto em vozes quanto em músicas.
"Soulcalibur: Broken Destiny" impressiona demais por conseguir reproduzir de forma fiel o visual deslumbrante e o complexo sistema de batalha estabelecidos em "SoulCalibur IV". Contudo, a ausência de um modo de história mais robusto e falta de partidas online limitam imensamente o potencial do game, tornando-o diversão plena para poucos.
segunda-feira, 26 de outubro de 2009
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