segunda-feira, 15 de março de 2010
LANÇAMENTOS SEMANA: 15/03/2010
Mantendo a média de fortes lançamentos no primeiro trimestre do ano, a semana que sucede o lançamento de "Final Fantasy XIII" traz "God of War III", episódio final da trilogia da Sony que marca a estreia da série no PlayStation 3.
A aventura retoma exatamente do ponto em que "God of War II" termina e mostra Kratos enfrentando os deuses gregos do Olimpo com a ajuda dos lendários titãs. O título chega oficialmente ao Brasil na mesma semana com preço de R$ 199 e manual e caixa em português.
Outra novidade de peso na semana é a chegada ao ocidente de "Pokémon HeartGold" e "SoulSilver". Remakes dos episódios "Ouro" e "Prata", lançados em 1999 para Game Boy Color, acrescentam aos episódios características vistas em versões mais recentes, incluindo batalhas online e gráficos melhores. Além disso, os jogos acompanham o Pokéwalker, um podômetro que conta os passos do jogador e os convertem em créditos para jogar minigames no próprio periférico, que por sua vez também interagem com o game completo no cartucho.
Fãs de estratégia são contemplados com "Command & Conquer 4", exclusivo para computadores. Consoles de alta definição e PC ganham também "Dragon Age Origins: Awakening", primeira expansão em disco do RPG da Bioware, o futuro pós-apocalíptico é explorado mais uma vez, agora em "Metro 2033".
Por fim, desembarca no ocidente Fragile Dreams: Farewell Ruins of the Moon", RPG da Namco para Wii que saiu há mais de um ano no Japão.
Confira a lista completa dos jogos que serão lançados nos EUA nos próximos dias:
PC
. Dragon Age Origins: Awakening
. Metro 2033
. Command & Conquer 4
DS
. Pokemon HeartGold
. Pokemon SoulSilver
. Build-A-Bear Workshop: Welcome to Hugsville
. Sonny with a Chance
. Hidden Mysteries: Buckingham Palace Secrets of Kings & Queens
. Infinite Space
PlayStation 3
. God of War III
. Dragon Age Origins: Awakening
. Resonance of Fate
Wii
. Build a Bear: Friendship Valley
. Fragile Dreams: Farewell Ruins of the Moon
. Hall of Fame Ultimate Hoops Challenge
Xbox 360
. Resonance of Fate
. Metro 2033
. Dragon Age Origins: Awakening
As datas de lançamento dos jogos citados acima estão sujeitas à alteração. Não há previsão de novidades para PSP e PlayStation 2, de acordo com o calendário das principais revendas de jogos norte-americanas.
sexta-feira, 12 de março de 2010
VIDEOANALISE: DARWINIA+ XBOX LIVE ARCADE
Lançado no final de 2005 para o PC e Mac, "Darwinia" se revelou uma surpresa muito grata aos fãs de estratégia em tempo real e ação. O jogo contava a história de um ambiente virtual habitado pelos Darwinians, resultado de uma experiência de inteligência artificial, e que passa por uma crise ao ser assolado por toda sorte de vírus de computador. Cabia ao jogador criar unidades de combate para enfrentar esta ameaça eletrônica, e tudo envolvia controlar seus esquadrões como um jogo de tiro convencional, gerenciar os engenheiros para obter matéria-prima (usando as "almas" virtuais dos inimigos derrotados), explorar e achar novas melhorias - indo de granadas a aumento das equipes e tudo mais. Enquanto o jogo em si era bacana, um elemento teria caído muito bem nele: uma modalidade multiplayer.
Três anos depois, o estúdio Introversion lançou "Multiwinia: Survival of the Flattest", um novo título da mesma série plenamente dedicado aos combates multiplayer para até quatro jogadores. Apresentando seis modalidades diferentes, comprovou-se o que se esperava (e sonhava) do anterior: a ideia caiu muito bem para o esquema jogador contra jogador... infelizmente, a divulgação fraca fez com que se tornasse um esforço achar desafiantes para as partidas online, o que derrota por completo o propósito do jogo (por mais que os combates contra a CPU também fossem bem divertidos). Enfim, a dobradinha "Darwinia" e "Multiwinia" caiu naquele território onde há um séquito de fãs mais dedicados, boa recepção pela crítica especializada, mas ainda não caiu nas graças do grande público.
Depois de um longo processo, incluindo aí discussões enroladas e um processo de certificação igualmente complicado, a Xbox Live Arcade recebe Darwinia +, que reúne os dois games em um. O conteúdo dos originais permanece praticamente intacto; já a interface, obviamente, foi adaptada ao gamepad. De forma geral, os ajustes funcionaram bem para o controle do 360, e ainda renderam algumas mudanças que tornaram partes da experiência mais próximo a um jogo arcade. O controle direto dos esquadrões, por exemplo, se aproxima de games como "Geometry Wars", usando as duas alavancas analógicas para mover e atirar (e também servindo para indicar em que sentido granadas são arremessadas, por exemplo). Construir as unidades novas também é fácil, usando o direcional para carregar o Task Manager... é isso aí; suas unidades são listadas em uma barrinha tal qual um sistema operacional, e você pode criar novas "tarefas" ou fechá-las.
Felizmente, o jogo conta com um bom tutorial para apresentar o jogo aos neófitos (ou mesmo para refrescar a memória de quem não joga a versão PC faz tempo), e as duas divisões do game são claramente separadas. O próprio menu na abertura mostra o mundo virtual dividido em "Darwinia" e "Multiwinia". "Darwinia" se concentra na aventura solo onde o jogador explora cada área deste "parque temático" virtual e elimina os vírus e demais ameaças até chegar à raiz do problema, "Multiwinia" apresenta uma situação onde os Darwinians evoluíram para os Multiwinians, tornando-se mais agressivos e territoriais, dividindo-se em tribos em luta pela supremacia dos recursos do ambiente virtual. Ambos os jogos continuam amigáveis como eram, sem complicações desnecessárias, e a adaptação ao gamepad não compromete. Além dos esperados Achievements compartilhados entre as duas versões, o jogo também oferece materiais destrancáveis, como imagens para sua gamertag e roupinhas para o seu Avatar. Nada mau!
Tirando o fato de poder jogar o game em uma tela bem maior que a de seu computador, o estilo audiovisual psicodélico apresentado em "Darwinia+" não traz grandes mudanças aos seus antecessores, combinando gráficos em wireframe, sombreamento flat e gouraud, os efeitos de iluminação, os sprites planos em ambiente 3D, e por aí vai. Os efeitos sonoros continuam interessantes e estranhos (sério, tem um vírus que faz um barulho igual a uma língua-de-sogra quando morre), e os temas eletrônicos dão o clima certeiro. Um elemento fará os fãs mais velhos chorarem com a nostalgia: a sequência de abertura imitando a era do carregamento por fita cassette! Isto mesmo, um "boot loader" clássico, com direito às bordas coloridas, gráficos se desenhando em linhas alternadas e aqueles ruídos característicos do início ao fim do carregamento.
Vendo em retrospecto, parte dos problemas inerentes aos jogos originais - como a ausência de um modo multiplayer em "Darwinia" e o deserto de rivais em potencial na Internet em "Multiwinia" - cai por terra neste jogo. No entanto, alguns probleminhas permanecem, como o elemento de estratégia meio aleatório que as caixinhas de itens no modo multi fornece. Fora disto, há o ocasional "slowdown" quando a tela está ocupada demais, e a inegável barreira que os jogadores mais afeitos a gráficos com tecnologia de ponta terão ao ver a simplicidade visual do jogo. Nada que uma jogadinha na demo não prove se é do gosto de cada um ou não, mas se até mesmo no FinalBoss rolou um pezinho atrás quando as primeiras telas apareceram...
O estúdio Introversion tem motivo de sobra para ficar feliz com seu trabalho: "Darwinia+" reúne bem seus dois jogos, resolve praticamente todos os problemas mais sérios dos dois jogos reunidos e os oferece em uma rede com bastante presença de mercado - quem sabe se, agora sim, as partidas multiplayer acontecerão com mais frequência do que nas versões para computador? Além disto, a adaptação da interface para o gamepad funcionou bem, mesmo se conferindo um teor mais "arcade" a partes do jogo - como o controle direto dos esquadrões, que acaba se tornando algo como um "Geometry Wars" da vida. Beleza, o estilo audiovisual continua se mostrando um divisor de opiniões, agradando aqueles com uma sensibilidade retrô e o conhecimento dos clássicos e afastando os fãs mais ferrenhos dos gráficos supercomplexos. No entanto, a jogabilidade continua sólida e divertida de jogar, mesmo com uma bobagem ou outra entrando no caminho. Fica a torcida para que a popularidade da Xbox Live faça com que "Darwinia+" tenha seu sucesso mais do que merecido. E salve os Darwinians!
ANALISE: BATTLEFIELD 2 PS3 XBOX 360 PC
Eles estão de volta, e em melhor forma do que nunca. O quarteto sarcástico de Bad Company arrasou na estreia de Battlefield nos consoles em 2008, e pegando carona nesse sucesso a DICE obteve êxito em sua segunda jornada. Um modo campanha robusto e um dos melhores multiplayers da história recente dos jogos para consoles domésticos são o prato principal de Battlefield: Bad Company 2, um título que supera o original em boa parte, principalmente quando o assunto é multiplayer.
Os quatro componentes da "Bad Company" (B-Company no original) estão de volta, e o jogador continua controlando Preston Marlow, que será acompanhado por Sarge, Haggard e Sweetwater durante as missões. O grupo foi responsável por momentos muito hilários no primeiro e, embora esse fator tenha diminuído um bocado no segundo, ainda haverá algumas tiradas engraçadas, suficientes apenas para quebrar um pouco o clima bastante sério do segundo.
Embora se passe em um futuro muito próximo, o título começa com uma inusitada introdução na Segunda Guerra Mundial, onde o jogador invade uma base japonesa durante a Operação Aurora. Fictícia ou não, o objetivo é resgatar um cientista desertor que, logo no final do prólogo, alerta para a Black Weapon, uma arma de destruição em massa construída pelos japoneses, que é usada na última cena. Em seguida, o game retorna ao tempo presente do jogo, ou seja, para um futuro próximo, onde a conhecida trupe entra em cena. Após enfrentar alguns russos, os quatro são enviados para selvas da Bolívia e montanhas nevadas, com a missão primordial de impedir que uma terceira guerra mundial se inicie.
Visualmente, "Bad Company 2" ressalta todo o poder do Frostbite engine, agora mais moderno. O mais impressionante é que há praticamente nenhuma diferença entre os mapas multiplayers e os da campanha single, com ambos apresentando um nível de detalhes fabuloso. As fases na Bolívia são compostas de uma floresta bastante crível, variada, vasta, sendo fácil se sentir como se estivesse realmente em uma selva local. Vez por outra a mata dá lugar a bases e vilarejos, onde ocorre toda a ação. São nesses pontos que o motor gráfico mostra seu poder.
Na edição anterior, objetos podiam ser destruídos, mas apenas partes específicas das paredes de casas vinham abaixo, e não importava o quanto você atirava nas ruínas restantes, pois não eram afetadas. As coisas mudaram um bocado em "Bad Company 2". Embora ainda não seja possível reduzir um prédio totalmente a escombros com explosivos, o nível de destruição aumentou consideravelmente. E além de passar credibilidade, ainda cria elementos de estratégia, contra e a favor. Um muro que antes servia de cobertura, pode simplesmente deixar de existir de um momento para o outro, deixando o jogador totalmente em campo aberto. Nem mesmo casas escapam dessa verdade: um tiro certeiro de um tanque, e adeus paredes. O inverso também é válido. Você pode, por exemplo, destruir uma cobertura inimiga, ou abrir um buraco onde você está para pegar os oponentes desprevenidos. Tudo acontece com tanta verossimilhança que a sensação de guerra e perigo não se perde em momento algum. Novamente, a física é bastante crível e a balística foi respeitada, com projéteis vazando objetos e construções. No entanto percebemos que as árvores estão muito mais difíceis de derrubar do que antes – ainda bem, pois com tanta destruição certamente seríamos responsáveis por um desmatamento sem precedentes na Bolívia.
Aliada a essa sensação de guerra real está a IA dos oponentes, muito competente por sinal. Os inimigos estão sempre atentos aos seus movimentos, dificultando que você flanqueie, por exemplo, mas não a ponto de impossibilitar o uso dessa tática. Não é a IA mais perfeita e humana já vista, mas dentro daquilo que foi programada, ela funciona muito bem. Salvo por algumas aproximações pré-definidas – onde certamente você seria visto em uma "situação real" – o jogo ocorre de modo bastante plausível.
Durante o modo campanha, o jogador enfrentará missões muito frenéticas. Seus aliados servirão de suporte e, embora você não seja o líder do grupo, serão suas ações que farão a diferença no campo de batalha. Sem que o jogador perceba, os tiroteios seguirão quase infinitamente enquanto você, Marlow, não tomar a iniciativa de derrubá-los. É como se seus companheiros entrassem automaticamente em modo de supressão e coubesse a você a função de finalizar. É claro, eles também podem abater alguns inimigos, mas a maioria é o jogador que dará conta. O contrário, porém, não ocorre. Seus amigos jamais, repetindo, jamais serão feridos, mesmo quando visivelmente atingidos. Apenas o seu personagem pode ser abatido, o que leva ao último checkpoint. Esse é o único ponto onde o jogo perde um pouco seu crédito, mas o fato é que seus amigos costumam ser bastante safos e dificilmente se colocam em situações de risco total, como sair correndo deliberadamente em campo aberto – coisa que o jogador às vezes faz sem perceber.
Em relação ao primeiro "Bad Company", podemos dizer que os mapas dessa sequência foram ligeiramente reduzidos. A exploração foi a mais afetada, além de o jogo ter perdido aquele senso de liberdade. Nada disso afeta a ação, muito pelo contrário, já que menos caminhadas implica em uma proporção maior de tiroteios. Outra mudança é que a injeção milagrosa que recuperava rapidamente a energia de Preston deu lugar ao já tradicional "espere-e-se-recupere", tão comumente usado atualmente.
Mesmo com essas mudanças, o modo campanha é relativamente extenso, e o jogador terá acesso a um arsenal bastante mortal, mesclando pistolas, fuzis, metralhadoras, espingardas, cada uma com sua própria história de concepção, fama e uso. As armas também são itens colecionáveis, que aparecem em uma listagem apresentada no menu do jogo. Aproveitando o assunto, há outros colecionáveis que remetem ao primeiro jogo. Mas nada disso será exatamente responsável pela longevidade do título. O modo campanha possui qualidade para se manter sozinho, sem a necessidade desses extras. Mas quem disse que esse é o que "Bad Company 2" tem de melhor?
"Battlefield" sempre foi uma série conhecida por seu multiplayer. No PC, é uma das franquias mais populares quando o assunto é vários jogadores se digladiando em equipes online. Foi assim no primeiro, no segundo, em BF2042 e em BF1943. O Bad Company, o primeiro da franquia a debutar em consoles, não era centrado nesse aspecto, trazendo um foco na campanha dos quatro militares. Agora, a DICE, tendo convertido o engine Frostbite para PC, soltou um produto que une o útil ao agradável. Além da modalidade single, "Bad Company 2" é o que chamamos de sucessor da franquia no PC, contendo o que podemos considerar o "multiplayer dos sonhos".
Na primeira versão de "BC" reclamamos da ausência de mais modos para vários jogadores, mas como as coisas mudaram em BC2. As estratégias criadas com a destruição de cenário tomam uma forma diferente no multiplayer. Não há mais segurança para um sniper, e será difícil permanecer intacto muito tempo atrás de uma cobertura. Literalmente, os jogadores reduzirão o cenário de combate a ruínas, em grandes batalhas duradouras que fazem jus ao nome da série. Isso sem falar no extensivo de veículos, que adicionam ainda mais possibilidades ao jogo, principalmente no multiplayer.
Assim como nas edições anteriores, tudo dentro do componente multiplayer, desde o layout dos mapas ao sistema de recompensas e tudo mais é voltado para o elemento cooperativo. Em Battlefield não há Rambos, e sim um exército, um grupo. "Bad Company 2" é a extensão desse conceito, e também recompensa os jogadores pelo seus atos para a equipe, mais do que seus próprios kills.
Para a campanha multiplayer, os jogadores podem escolher até quatro classes, cada uma com seus próprios armamentos e parafernálias, como assalto, engenheiro, médico e recon. Além disso, cada um tem uma função específica envolvendo salvar seus companheiros abatidos, consertar veículos e mais, tudo em prol da equipe e permitindo que você escolha exatamente o seu próprio tipo de abordagem. Assim como nos BFs anteriores, os exércitos são formados por grupos de quatro combatentes, que se comunicam entre si com mais facilidade. Além de armas, os jogadores usam veículos como barcos, helicópteros, caminhões, bugres, Hummers, e tanques. Controlá-los é de fácil aprendizado e muito legal – exceto pelos volantes que aparecem girando sem mãos controlando-os.
Entre os modos de jogo, estão várias opções incluindo Rush, proveniente do primeiro. Aqui as equipes competem alternando entre partidas de ataque e defesa, repleta de veículos fazendo estragos. O modo Conquest é o tradicional "capture o território/bandeira", onde os jogadores lutam pelo controle de determinadas áreas, levantando bandeiras para indicar seu domínio dos pontos de respawn. O Squad Deathmatch é como o nome diz: confronto sem objetivo extra que não a morte dos oponentes. Em todas essas modalidades, os jogadores participarão ativamente do sistema de classe, avançando de nível e garantindo extras como armas e acessórios, que farão grande diferença em campo. Assim como na versão anterior, o jogador é recompensado por pequenas, médias e grandes proezas durante as partidas – sejam elas individuais ou para o grupo.
"Bad Company 2" pode não ter seu foco total no modo campanha, como no primeiro, mas oferece uma modalidade single sólida e divertida. Serão algumas horas, mesmo que não muitas, de muita ação e até estratégia, graças ao sistema de destruição de objetos e da física verossímil. Some isso a um componente multiplayer com a qualidade tradicional das versões para PC e vocês têm o Battlefield que todos esperavam. São horas e horas de muita adrenalina online, em ambos os consoles.
VIDEOANALISE: ALIEN VS PREDATOR PS3 XBOX360 PC
Reunir duas das mais temidas criaturas presentes no universo sempre soa como algo promissor. De um lado, uma máquina de matar, com o intelecto próximo a de um inseto, porém muito mais nocivo e destruidor. Do outro, um dos, senão o maior, caçador já conhecido pelo homem, cuja existência tem como inspiração a luta contra as mais diretas criaturas da galáxia, sempre guardando seu crânio como troféu. E no meio deste pesadelo, os humanos, cuja soberba devida à sua tecnologia se tornou tão notável que mal conseguem perceber sua fragilidade frente a criaturas tão avançadas na arte de matar. Reunir estes elementos no cinema rendeu dois filmes razoáveis. É claro, não são primores da sétima arte, mas ainda assim divertidos.
Mas e nos jogos? Não é de hoje que a receita é utilizada no mundo dos games, e com sucesso. Basta lembrar os primeiros títulos de ação em primeira pessoa desenvolvidos pela Rebellion para o PC, bastante inovadores para a época, ou até mesmo o arcade no estilo ''Beat'em Up'' desenvolvido pela Capcom, uma verdadeira febre no período do seu lançamento. Pois o tempo foi passando, os filmes foram surgindo e a mania ''Aliens versus Predadores'' acabou ganhando força novamente.
E foi assim que surgiu o novo game da série, também desenvolvido pela Rebellion e desta vez disponível no Xbox 360, PlayStation 3 e PC. A idéia básica continua a mesma: proporcionar ao jogador a chance de encarnar as três raças que compõem a série, Humanos, Predadores e Aliens. Cada uma possui sua própria campanha e suas próprias inspirações dentro do jogo, o que oferece uma profundidade bem interessante no que diz respeito à exploração destes ícones do terror. Mas basta jogar alguns minutos do game para que o sentimento de prestígio comece a diminuir gradativamente.
Assim como o game original lançado em 99, Aliens vs Predator possui três campanhas distintas, cada uma, é claro, dando foco a cada uma das raças. Dependendo da escolha, a jogabilidade muda completamente e é aí que começam os verdadeiros problemas. Ao jogar com humanos, o game se mostra um típico game de ação em primeira pessoa. Já com o predador as coisas começam a complicar um pouco mais, pois é necessário ter um controle muito maior sobre os pulos e mecânicas exclusivas do personagem. E quando você for jogar com os aliens, é melhor que tenha a mente bem aberta, além de paciência de sobra, já que a jogabilidade da raça não é nada normal.
O fato é que toda essa confusão acabou gerando dois grandes problemas. O primeiro deles está relacionado à desnecessária complexidade dos controles. Ok, cada raça possui suas próprias habilidades e não há como negar isso, mas os produtores poderiam sim desenvolver uma maneira para que os controles pudessem ser o mais semelhantes possíveis entre as três possibilidades. Como resultado temos um título que fica confuso, dependendo da ordem que o jogador confere cada uma das campanhas. Começar pela dos aliens é pedir para odiar o jogo, enquanto a dos humanos não apresenta nada de original, e isso nos leva até o segundo destes problemas.
Conforme comentamos, são três campanhas distintas que, em um ou em outro momento, acabam se cruzando. O fato é que ter que organizar todo esse conteúdo, de maneira individualizada, não deve ter sido tarefa fácil. E como dificilmente se consegue fazer algo realmente bacana sem que se tenha um foco, o resultado desta empreitada não foi tão interessante assim. Podemos dizer que, infelizmente, Aliens vs Predator é um dos jogos de ação em primeira pessoa menos inspirados disponíveis hoje no mercado. A história é fraca, com uma narrativa bastante pobre e pouco empolgante. Os diálogos são um pouco sem sal, além de estarem presentes de forma ostensiva somente na campanha dos humanos, por motivos óbvios.
É claro, as criaturas em si já possuem carisma suficiente no que diz respeito de prender o jogador e criar expectativa quanto ao conteúdo do game, mas os fãs dos dois primeiros jogos certamente merecem muito mais do que foi apresentado nesta versão. Além disso, dividir um game em três acabou deixando uma péssima impressão. Nós, por exemplo, não demoramos mais do que duas horas e meia para terminar a campanha dos Aliens, que por sinal acaba justamente quando as coisas começam a ficar realmente interessantes. Digamos que o game possua no total cerca de 8 a 9 horas de duração - dependendo da sua habilidade e nível de dificuldade. Divida isso por três e terá uma idéia do que estamos falando.
Controles falhos, história fraca e uma estrutura que deve muito às grandes produções relacionadas às próprias franquias abordadas. Já pode parecer ruim o suficiente, mas e se pudesse ser pior? Infelizmente isso é possível. Os cenários do game são extremamente repetitivos e simplórios, sem contar que não raramente você passará pelo mesmo lugar várias vezes, em mais de uma campanha. Apesar de termos três possibilidades de jogabilidade distintas, cada uma possui uma mecânica bastante básica e de pouca variedade. Os humanos têm acesso a poucas armas, enquanto o Predador fica com os mesmos ataques durante muito tempo. Os aliens, coitados, praticamente não evoluem ao longo da história, e o jogador fica fadado a utilizar os mesmos tipos de ataque até o fim.
Apesar de todos estes problemas, ainda existe algo que pode salvar o game do fracasso total: seu multiplayer. Como estamos falando de três raças realmente distintas, não demora muito para que o jogador se especialize em uma delas, o que acaba fazendo toda a diferença durante as partidas pela Net. Infelizmente, o número de mapas disponíveis, pelo menos até agora, é um pouco pequeno. Além disso, a tendência é que o game fique tão repetitivo quanto o single player, além de um aparente desequilíbrio, dependendo da habilidade de seus oponentes e a raça utilizada. Fora isso temos alguns problema de conexão, como os mostrados na demo, onde o jogador simplesmente não consegue se conectar aos servidores do game. É claro que isso ocorre com uma freqüência infinitamente menor, mas ainda assim é chato ver que a versão final acabou sofrendo com um problema já anunciado pela comunidade.
Explicados os mais diversos fatores relacionados à jogabilidade do game, chegou a hora de entrar em detalhes quanto uma das partes mais decepcionantes do game: seus gráficos. Se você procurava por um exemplo de ''nunca confie nas screenshots'', então acabou de encontrar. Nas telas divulgadas era possível apreciar um visual bem complexo, com efeitos de ambiência super bem feitos, como fumaça e outros elementos que, aparentemente, deixariam a experiência bem bacana. Na prática a coisa muda de figura. O visual do game é bem pobre na verdade, junto com os cenários que são bem simplórios, conforme comentamos antes.
Tecnicamente falando, a impressão é de que temos acesso a algo bastante datado. As texturas apresentam uma resolução ruim, algumas sem a definição devida de um game em alta definição. Além disso, temos a já citada falta de ambiência e efeitos climáticos secundários, como névoa ou luz volumétrica, algo que poderia melhorar bastante a imersão durante as partidas. Mas quem disse que não existe uma parte boa nisso tudo? Os modelos, por exemplo, são ótimos. Cada uma das três raças foi representada de forma magistral, sejam os humanos e suas parafernálias, os predadores com sua aparência tribal ou o design surreal criado por H.R. Giger para os grotescos aliens.
Outro ponto bacana são os movimentos de finalização, principalmente dos predadores e aliens. Como alguns já devem saber, os predadores têm o costume de decapitar seus oponentes, guardando seus crânios – de preferência com sua coluna vertebral junta – como troféu. Já os aliens colocam à prova todo seu instinto assassino, perfurando o crânio de seus oponentes, arrancando suas cabeças com golpes de sua cauda afiada ou simplesmente comendo parte de seus cérebros, utilizando sua mandíbula secundária, presente dentro de sua boca como uma língua sólida e retrátil. Prepare-se para cenas realmente grotescas e nada recomendadas para os mais sensíveis, mas ainda assim um prato cheio para os sedentos por sangue e violência extrema.
A trilha sonora também tem seus méritos. Quem assistiu os filmes originais certamente reconhecerá muitos dos sons apresentados aqui, como os rugidos e ruídos emitidos pelo predador, ou o som das metralhadoras descarregando seus pentes, tudo com um som bastante característico e fiel ao original. As músicas também seguem o clima dos filmes, principalmente os originais. A campanha do predador conta com músicas mais sombrias, enquanto a dos humanos possui temas com mais ação. Pelo menos nesta parte os desenvolvedores souberam como moderar o nível de imersão com o jogador, sendo o resultado em relação ao som bastante satisfatório.
Aliens vs Predator possui sim alguns pontos positivos. Os modelos são muito bons, e as sequências de execução são realmente bárbaras, literalmente falando. Mas o game ainda deixa muito a desejar, com cenários pouco inspirados, uma campanha sem sal e uma progressão que passa e não deixa marcas, sendo somente ''comum''. O multiplayer é divertido, mas tende a perder um pouco da graça com o tempo, além de possuir alguns problemas de conexão como os presentes na demo do game, mesmo que em escala bem inferior. A torcida fica para que sua recém anunciada sequência cubra estes problemas, mostrando que a idéia ainda pode gerar bons frutos.
segunda-feira, 8 de março de 2010
LANÇAMENTOS SEMANA: 08/03/2010
Na semana que marca o início da Game Developers Conference 2010, "Final Fantasy XIII" enfim dá as caras no Ocidente. O RPG da Square Enix traz como protagonista uma garota apelidada de Lightning, que foi escolhida pelo cristal mítico para ser a "inimiga da raça humana que quer destruir o planeta".
O mundo desse episódio, que sai para PlayStation 3 e Xboc 360, está dividido entre a cidade de Cocoon, um casulo que é uma utopia de tecnologia, e a Pulse, um local para onde vão os indesejados
Os consoles também recebem a versão "Gold Edition", de "Resident Evil 5", que acrescenta uma série de extras ao jogo, como novos episódios e suporte ao controle de gestos do PS3.
Dentre os exclusivos, "Yakuza 3", para o videogame da Sony, finalmente dá as caras nos EUA, enquanto "Calling", adventure de terror para Wii tem celular como item fundamental da trama.
No PC, as novidades são o atrasado "Assassin's Creed 2" e "Sam & Max: Beyond Time and Space", com as novas aventuras da maluca dupla de detetives - este também sai para Wii.
Confira a lista completa dos jogos que serão lançados nos EUA nos próximos dias:
PC
. Assassin's Creed 2
. Sam & Max: Beyond Time and Space
. Sins of a Solar Empire: Trinity
. Warhammer 40K Dawn of War II: Chaos Rising
DS
. 50 Games Classics
. Foto Showdown
. Pet Pals: New Leash on Life
. Spectral Force Genesis
. The Daring Game for Girls
PlayStation 3
. Final Fantasy XIII
. Resident Evil 5 Gold Edition
. Yakuza 3
PSP
. BlazBlue: Calamity Trigger
Wii
. Calling
. Racquet Sports
. Sam & Max: Beyond Time and Space
Xbox 360
. Final Fantasy XIII
. Resident Evil 5 Gold Edition
sexta-feira, 5 de março de 2010
segunda-feira, 1 de março de 2010
LANÇAMENTOS SEMANA: 01/03/2010
O esquadrão militar secreto composto por soldados de histórico sujo e comportamento condenável está de volta em "Battlefield: Bad Company 2", que leva ao PC, PlayStation 3 e Xbox 360 uma abordagem diferente da série da Electronic Arts, focada também no modo single-player.
Os cenários de "Bad Company 2", como já virou tradição, podem ser amplamente destruídos, o que não é apenas um fator estético: o recurso de demolição permite ao jogador criar suas próprias passagens diante do cerco inimigo. Há também vários veículos, desde helicópteros de combate, quadriciclos e blindados leves até de barcos e motos.
O PC recebe "All Points Bulletin", primeiro MMO da produtora inglesa Real Time Worlds, fundada pelo criador de "Grand Theft Auto", David Jones, e "Supreme Commander 2", sequência para o RTS de Chris Taylor.
"Dante's Inferno", um pouco atrasado, ganha versão para PSP, que também vê a chegada de "Lunar: Silver Star Harmony", no qual o jogador deve ajudar o jovem Alex a se tornar um domador de dragões e salvar sua terra natal ameaçada por um avatar do mal.
Para DS e Wii, está sendo lançado "Alice in Wonderland", baseado no filme de Tim Burton que reimagina a clássica história maluca de Alice.
Confira a lista completa dos jogos que serão lançados nos EUA nos próximos dias:
PC
. All Points Bulletin
. Battlefield Bad Company 2
. Major League Baseball 2K10
. Silent Hunter 5: Battle of the Atlantic
. Supreme Commander 2
DS
. Alice in Wonderland
. Battle of Giants: Mutant Insects
. Deca Sports
. Major League Baseball 2K10
. Sonic Classic Collection
. SpongeBob's Boating Bash
PlayStation 2
. Major League Baseball 2K10
. MLB 10
PlayStation 3
. Battlefield Bad Company 2
. Major League Baseball 2K10
. MLB 10
PSP
. Dante's Inferno
. Lunar: Silver Star Harmony
. Major League Baseball 2K10
. MLB 10
Wii
. Alice in Wonderland
. Deer Drive
. Major League Baseball 2K10
. Project Runway
. SpongeBob's Boating Bash
Xbox 360
. Battlefield Bad Company 2
. LIPS Party Classics
. Major League Baseball 2K10
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